[Resenha] A conjuring of light

Esta resenha foi feita com base no e-book da Titan Books e contém spoilers dos dois primeiros livros da série. A tradução de trechos foi feita por mim.

conjuringcapaSinopse:

O equilíbrio precário entre as quatro Londres atingiu seu ponto de ruptura. Antigamente transbordando com a vivacidade da magia, a escuridão projeta uma sombra sobre o Império Maresh, deixando um espaço para outra Londres se erguer. Kell começa a quebrar sob a pressão de lealdades divergentes. Lila Bard sobreviveu e prosperou através de uma série de desafios mágicos, mas agora deve aprender a controlar a magia antes que ela a destrua.

Fonte: Livraria Cultura

 

O terceiro volume da série Shades of Magic parte do fim do anterior e nos leva à Londres Vermelha. A cidade foi invadida por Osaron, que começa a dominá-la com sua magia (literalmente) negra e invadir a mente de seus habitantes. Os personagens que já conhecemos – Kell, Lila, Rhy, Alucard e até Holland – têm uma missão muito clara neste volume: expulsá-lo.

Osaron é um bom inimigo: bem mais poderoso do que os (já poderosos e inteligentes) protagonistas; é compreensível que seja tão trabalhoso se livrar dele. Mas, apesar de uma trama desafiadora, talvez por este livro ser maior que os anteriores, levei muito tempo para terminá-lo. A leitura não engatou até metade da obra: por uma longa parte, os personagens estão todos desorientados com o ataque de Osaron e apenas se escondem. Quando finalmente pensam numa estratégia para derrotá-lo e partem na missão, a narrativa fica mais dinâmica.

O livro também apresenta mais pontos de vista que os anteriores: temos capítulos com o rei e a rainha, Holland, além de personagens menores. Não sei se todos eles eram necessários, especialmente no caso de personagens que sumiriam da história em breve. Mas a melhor parte do livro, pra mim, foram os pontos de vista de Holland – neles, ficamos sabendo mais sobre o passado do Antari e ele se revela o personagem mais complexo, atormentado e interessante da série. Por isso, seu relacionamento com os outros me pareceu também muito mais envolvente: em especial a relação com Kell, que tem maior compaixão por ele que os outros ao redor, e Lila, que o odeia por motivos pessoais.

Já os romances não funcionaram tanto para mim: Lila e Kell praticamente não têm conflitos, enquanto Alucard e Rhy têm conflitos por motivos idiotas. O problema entre estes poderia ter sido resolvido facilmente com uma comunicação básica, e Alucard não tinha nenhum motivo para não revelar a Rhy porque o deixou no passado – o que dificultou me importar com a história deles.

Mas Rhy, fora isso, tem um desenvolvimento bem legal nesse livro, uma vez que é obrigado a tomar atitudes sem a ajuda da família que sempre o cercou. Ele evolui bem mais que Kell e Lila, que parecem ficar no mesmo lugar que terminaram no livro anterior. Inclusive, um dos grandes problemas com este livro é Kell, [SPOILER] que poderia ter descoberto a verdade sobre seu passado mas escolheu não saber da onde veio. O que deixa a questão: por que essa possibilidade sequer foi mencionada? [FIM DO SPOILER].

Apesar de altos e baixos, valeu a pena ter terminado a trilogia – se é que a história realmente acaba por aqui (a autora disse uma vez que era uma possibilidade, mas não encontrei notícias recentes sobre isso). Se as quatro Londres retornarem, voltarei a elas de bom grado.

*

A conjuring of light
Série: Shades of Magic v. 3
Autora: V. E. Schwab
Editora: Titan Books
Data de publicação: 2017
E-book

 

Citações preferidas                                                                                        

Era covardia, mas covardia vinha tão mais fácil que esperança.

*

“Dormir é para ricos e entediados,” ela dissera. “Eu não sou nenhum dos dois.”

*

“É fácil demais.”

“Matar? É claro que é,” disse Vortalis. “Viver com isso é a parte difícil. Mas, às vezes, vale a pena. Às vezes, é necessário.”

*

“Amor e perda,” ele disse, “são como um navio e o mar. Eles se erguem juntos. Quanto mais amamos, mais temos a perder. Mas o único jeito de evitar a perda é evitar o amor. E que mundo triste esse seria.”

*

“E o que aprendemos com isso, Bard?” perguntou o capitão, limpando uma lâmina no peito de um cadáver.

Lila olhou para os corpos dos homens que ela tinha poupado a bordo do Copper Thief.

“Mortos não guardam rancor.”

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