[Resenha] A fúria do assassino

Esta resenha contém spoilers do primeiro livro da série, O aprendiz de assassino, e do segundo, O assassino do rei. Ela foi feita com base no e-book em inglês da Random House. A tradução de trechos foi feita por mim.

furiaSinopse:

Rei Sagaz foi morto pelas mãos de seu filho Majestoso. E Fitz também está morto – ou assim acreditam tanto seus oponentes como seus amigos. Mas com a ajuda de seus aliados e a magia dos animais, ele emerge da sepultura, profundamente marcado no corpo e na alma. O reino também oscila em direção à ruína e somente o retorno de Veracidade – ou o nascimento do sucessor que a Princesa Kettricken espera – pode salvar os Seis Ducados. Mas Fitz não vai esperar. Impulsionado pela perda e por amargas lembranças, ele iniciará uma missão extrema: matar Majestoso. A viagem irá lançá-lo em águas profundas, enquanto desvenda correntes selvagens de magia dentro de si – cursos que irão afogá-lo ou torná-lo maior do que ele era.

Fonte: Livraria Cultura

Não sei o que dizer, só sentir. Mas vou tentar compor uma resenha, porque este é um blog literário e não (apenas) o cantinho de lágrimas da Isa. Primeiro, comentários gerais sobre o livro e, depois do aviso de spoilers, SPOILERS!

Assassin’s Quest é o terceiro e último livro da Saga do Assassino (embora a série seja bem maior; explico no final da resenha). Curiosamente, em português o título ficou A fúria do assassino, talvez por ser um pouco mais dramático. Não que seja inadequado, pois Fitz está bem raivoso nesse volume. Tudo bem que o livro também poderia se chamar “O transtorno do estresse pós-traumático do assassino”, porque as consequências da tortura física e mental que sofreu nas masmorras de Regal vão assombrar Fitz ao longo da obra.

A primeira coisa a dizer sobre esse livro é que ele causa uma impressão muito diferente dos predecessores. Algo como ler os 6 primeiros livros de Harry Potter e chegar a Relíquias da morte, quando não há mais Hogwarts e todas as regras do jogo mudaram. Do mesmo modo, tudo muda em A fúria do assassino. Não que isso seja necessariamente ruim, mas talvez você, como eu, sinta falta das intrigas palacianas em Buckkeep e do mundo até então conhecido por Fitz. Claro que, se o leitor sente falta daquele mundo, o personagem está completamente desnorteado com a reviravolta em sua vida-após-a-morte.

Depois de passar um tempo no corpo do lobo e ser trazido de volta à vida, Fitz está confuso, revoltado e meio selvagem. Logo consegue alienar seus dois salvadores e amigos e se encontra sozinho pela primeira vez na vida. Então decide que a única coisa que lhe resta é matar Regal. (E não, sei lá, ir atrás do tio que gosta dele. Parabéns, jovem!) O problema com esse plano, além da ideia tosca de querer matar o rei sozinho, também é narrativo: por uma boa parte do livro ele só tem a companhia de Nighteyes – e de suas próprias angústias – e a história se arrasta. Enquanto vai de um ponto a outro tentando realizar sua missão e/ou fugindo das muitas pessoas que querem vê-lo morto (de verdade agora), ele conhece vários personagens que aparecem, desaparecem e não servem pra muita coisa, exceto aumentar sua melancolia e metê-lo em problemas. Achei que essas primeiras páginas (essas primeiras trezentas páginas…) poderiam ter sido um pouco mais sucintas. Acho que é um pouco o que aconteceu com O temor do sábio, de Rothfuss: você sente que o autor escreve tão bem que o editor ficou pensando “Hum, que dó de cortar todas essas palavras…”. Eu teria perdoado uns cortes, por mais que a longa jornada de Fitz seja mais verossímil do que um caminho mais direto, em que ele só conhece gente relevante.

Enfim, embora lenta, a viagem de Fitz é importante. É tipo uma jornada de autoconhecimento, só que deprimente, porque a conclusão do rapaz é que, sem seus apoiadores (Burrich e Chade, especialmente), ele é um inútil. A separação de tudo e todos que o conheciam – e o fato de muitas dessas pessoas, principalmente Molly, acreditarem que ele está morto – é um peso enorme, que o leva a ações desesperadas. Pra não mencionar o fato de que ele continua sendo bem menos poderoso que os inimigos no Talento. Não vou revelar como acaba a investida dele contra o rei – só digo que essas cenas foram bem tensas! Mas finalmente, como era de se esperar, ele se põe a caminho atrás de Verity.

De suas peregrinações solitárias, lhe restam duas companheiras: Starling, uma trovadora irreverente e independente que resolve segui-lo porque acredita que o bastardo de Chivalry um dia vai render uma boa canção; e Kettle, uma senhorinha misteriosa e sarcástica que parece saber bem mais do que está contando a todo mundo. A coisa começa a esquentar quando Fitz, as duas, e alguns personagens que conhecemos e amamos se enfiam nas montanhas para achar o verdadeiro rei dos Seis Ducados. Foi aí que comecei a realmente me empolgar com o livro, e amei as revelações sobre o mundo e o modo como os relacionamentos entre os personagens se desenvolveram nessa jornada.

O legal da magia criada por Hobb é que ela é uma mão na roda narrativa: apesar de a história ser contada em primeira pessoa, o Talento de Fitz permite que ele veja o que está acontecendo com os outros personagens (geralmente em sonhos). Assim, ele tem visões instigantes e misteriosas de Verity, e fica sabendo de coisas que mudam sua perspectiva de vida, especialmente relativas a Molly.

Quanto a ela, aliás, o livro continua a política da série de não oferecer respostas fáceis. Acho um grande trunfo de Hobb apresentar o pensamento e o lado das mulheres em obras narradas por um homem – mostrando inclusive a insensibilidade de Fitz a algumas questões simplesmente porque nunca teve que pensar em certas coisas (este livro toca em questões bem delicadas sobre violência, com Starling, especialmente).

Não vou dizer que a angústia de Fitz não me irritou vez ou outra – afinal, o livro é bem grande pro personagem ficar se lamuriando! – mas que ela é totalmente verossímil, isso sim. Ele nos parece um protagonista tão real justamente porque não quer aceitar o destino que tentam lhe impor: só deseja voltar pra mulher que ama e construir uma família, não sacrificar a vida, mesmo que por todo um reino. O dilema é narrado muito bem por Hobb, e você sente profundamente pelo personagem. No entanto, tenho que dizer que a burrice de Fitz em alguns pontos me deixou extremamente frustrada – e um pouco confusa. Sua inabilidade de tirar algumas conclusões óbvias até me levou a criar uma teoria maluca de que o uso de drogas estava afetando o cérebro do garoto.

Além da visão feminina, neste livro Hobb chuta o pau da barraca metafórica de questões de gênero, propondo questionamentos sobre o que é amor. Não quero dar mais detalhes e estragar a surpresa (quer dizer, surpresa só pro tapado do Fitz, porque o leitor vê de longe o que tá rolando), mas fiquei encantada que a autora realmente desenvolveu e explicitou um relacionamento específico. A trilogia também parece chegar a uma conclusão quanto às relações de poder e respeito entre homens e animais, o que achei muito bonito.

Quanto a alguns dos meus preferidos: Patience só fica mais incrível (eu sabia que amava essa mulher por bons motivos!) e Verity continua se mostrando um dos personagens mais maravilhosos e altruístas da literatura fantástica. Chade continua pragmático, como sempre, mas toma posicionamentos inéditos e é bem legal ver um lado diferente dele. Nighteyes é apenas o melhor lobo, e o relacionamento dele com os outros da equipe de resgate de Verity é uma fofura – especialmente com o Bobo. E, ah, o Bobo… o que dizer? Definitivamente meu personagem preferido, ele passa por grandes emoções neste livro.

O clímax da história é um final à altura da trilogia, embora as últimas cenas pareçam passar um pouco rápido demais (principalmente em comparação com o ritmo lento do começo do livro). O universo da trilogia é mais explorado, e temos algumas visões instigantes do passado desse mundo. E há várias revelações que fazem as peças se encaixar, embora um ponto em específico continue em aberto, talvez para ser retomado em livros futuros.

Sim, livros futuros! Não é o final! A Trilogia Farseer é apenas a primeira da série Realm of the Elderlings, que continua com a trilogia Liveship Traders (que lerei em seguida), antes de retornar à história de Fitz (e do Bobo) com a trilogia The Tawny Man. A lista completa dos livros pode ser vista aqui. Já aceitei que minha alma foi vendida a Hobb, então está tudo na minha lista de leituras futuras. Podem aguardar mais resenhas.

A seguir, alguns comentários específicos sobre o livro. Sério, não leia se não quiser saber várias coisas sobre o final da trilogia!

SPOILERS GIGANTESCOS SOBRE O LIVRO TODO E USO ABUSIVO DE GIFS:

  • Burrich é de uma paciência infinita, quero chorar só de pensar na bondade desse homem e ele é fictício. E a briga com Fitz no começo do livro???
    cryinggirl2
  • Por que ele tem que ser tão ruim? É inteiramente compreensível, mas fiquei tãaaao triste. Não chateie o Burrich, pfvr.
  • Falando nele, adorei a subtrama com Molly nesse livro. Não imaginei que isso fosse acontecer mas foi um desenvolvimento bem natural, e achei os dois ótimos juntos: ela é uma pessoa séria e responsável, e ele é confiável e leal. Como Kettle diz pro Fitz, ele e Molly amavam a juventude, e estava na cara que o negócio não ia pra frente. No fim das contas, por mais que a gente entenda os dilemas de Fitz, Molly tinha toda a razão e o direto de querer alguém que lhe dedicasse atenção exclusiva.
  • DRAGÕESSSSSSSSSSSSSSS. *BATE NA MESA* É PRA ISSO QUE EU LEIO FANTASIA!
  • “Humanity is trapped on a wheel, doomed endlessly to repeat the mistakes we have already made” ALGUÉM CHAMA RAND AL’THOR PRA CONSERTAR ESSA BAGUNÇA
  • Starling querendo um homem confiável, aw. Ela me irritou às vezes (e aquela suposta revelação sobre o Bobo? Surtei!), mas no fim acabei simpatizando bastante com a personagem. Gostei da amizade com Fitz e do fato de ela não o deixar isolado do mundo no final. E adorei que ela deixa uma criança qualquer lá com Fitz. E ele chamando o menino de “Boy”! Óin.
  • Quem mais pensou por um segundo que a Kettle fosse o Chade? Não faria sentido, mas… eu sempre acho que o Chade tá escondido em todo lugar.
  • Gostei da relação complicada entre Kettricken e Fitz nesse livro. A mudança de personalidade dela foi bem compreensível também, mas gostei que aos poucos eles foram retomando aquela amizade antiga. Só achei super constrangedora a conversa em que ela praticamente diz que o pegaria se não fosse casada e tal. (O que depois meio que acontece, quando Verity decide emprestar o corpo do sobrinho pra ter uma última noite de ~humanidade. Esse livro supera triângulos amorosos e leva as coisas a outros níveis.)
  • Molly estava grávida, no fim das contas, o que era bem óbvio. (Não pro Fitz, é claro, mas o que Fitz percebe? Nada.) Fiquei bem triste com o fato de ele nunca conhecer a filha e ter que abandonar a família que podia ter tido. BEM. TRISTE.
  • Por que Fitz tá tão burro, aliás? Kettle fala que construir o dragão exige a vida da pessoa e ele: “Como assim?”. COMO VOCÊ ACHA? E jura que no começo do livro ele ainda não se tocou que os sonhos dele são reais? Pra não mencionar o fato de que não percebe imediatamente quem é o Profeta Branco. É como se a conversa com o Bobo no segundo livro não tivesse acontecido. Achei bem estranho.
  • E quando percebi que o Regal estava usando o Bobo pra descobrir onde estava a filha do Fitz? jfhdkg meldels
    nooooo
  • ALIÁS. “When I recall how beautiful you were.” “To see you take breath puts the breath back in my lungs. If there must be another my fate is twined around, I am glad it is you.” “Now there’s a pretty man, but he knows it too well. You never see him with his hair tousled or the red of the wind on his cheeks.” “Not all are as immune to my wiles as you are, Fitz.” “Light of my life.” “And I love you, and all that is a part of you.” “And the one he loves best shall betray him most foully.” “You do love me!” “He embraced me almost convulsively, and shocked me when he kissed my mouth.” “I think I will always miss him.” socorro
    memepuking
  • Starling vai fofocar pro rapaz que a pessoa gosta dele (hilário como a mulher não consegue guardar um segredo), daí Fitz só chega pro crush e pergunta se é verdade. Alguém precisa ensinar sutileza pra esse jovem. Mas achei que o ciúme de Starling continuar nesse ponto da história foi meio desnecessário: coisas mais importantes estavam acontecendo!
  • Depois parece óbvio como os dragões podem ser acordados, mas juro que não tinha me tocado até esse momento! Achei ótimo.
  • VERITY SACRIFICANDO ABSOLUTAMENTE TODA A VIDA E A FELICIDADE PELO REINO. MELHOR PESSOA, MELHOR DRAGÃO. VAI LÁ SALVAR OS SEIS DUCADOS SEU LINDO <333
    cryinggirl
  • E A DESPEDIDA DELES? “NUNCA DUVIDE DE QUE EU O AMEI.” #morta
  • A sacada de tornar o Regal totalmente dedicado à Kettricken e ao filho dela foi ge-ni-al. Embora eu tenha ficado com raiva por ele ser visto como um herói.
  • O Bobo tá mudando de cor? Oi? Vamos explicar isso aí?
  • A junção de mentes via o Talento me lembra muito Star Trek e os Vulcanos. Só uma observação.
  • Fiquei bem chateada que, no fim, Patience, Burrich e Molly continuam pensando que ele está morto. E quando Burrich acha que o Fitz morreu (pela segunda vez)? Só tristeza, gente.
  • E o mais importante de tudo: NIGHTEYES SOBREVIVEU E TEVE UMA LONGA VIDA FELIZ. AMÉM.
  • Só uma coisa não foi tocada: a gente não descobre nada sobre a mãe do Fitz. Será que não tem mistério mesmo? É só uma mulher qualquer que o Chivalry curtiu? Será que é uma série de fantasia em que a mãe do bastardo não oferece nenhum segredo? Que ousado.

*

A fúria do assassino
Série: Saga do assassino
Autora: Robin Hobb
Tradutor: Jorge Candeias
Editora: Leya
Ano de publicação: 1997
Ano desta edição: 2014
832 páginas

*

Resenhas da série Realm of the Elderlings:

Trilogia Farseer/Saga do Assassino: O aprendiz de assassinoO assassino do reiA fúria do assassino

Trilogia Liveship Traders: Ship of MagicMad ShipShip of Destiny

Trilogia The Tawny Man: Fool’s ErrandGolden FoolFool’s Fate

Rain Wild Chronicles: Dragon KeeperDragon Haven – City of Dragons – Blood of Dragons

Trilogia The Fitz and the Fool: Fool’s AssassinFool’s Quest

 

Citações preferidas

Não há resposta a um medo como esse, nem à vergonha que vem depois dele.

*

Uma cicatriz nunca é o mesmo que a pele original, mas para o sangramento.

*

Honra e cortesia e justiça… elas não são reais, Fitz. Todos fingimos segui-las, e nos agarramos a elas como a escudos. Mas elas só nos protegem de pessoas que carregam os mesmos escudos. Contra aqueles que os descartaram, não são escudos, só outras armas que usam contra suas vítimas.

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31 respostas em “[Resenha] A fúria do assassino

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    • Fiquei bem triste! Principalmente por todo o pessoal que ficou sem saber o que acontecer com ele. Agora, as outras trilogias do Fitz retomam a história e muita coisa acontece ainda. Vou postando as resenhas nas próximas semanas. Se vc ler em inglês, recomendo! 🙂

    • Affff, uma baita de uma historia, mas tanto a primeira saga quanto a segunda esta entre as piores que ja li, so por um motivo o final. O Fitz so esta ai pra sofrer?! No primeiro a mulher que ama com que criou ele, e na segunda ele correndo atras da mesma mulher que esta com 40 anos 7 filhos e ainda tanto ela como todos culpam ele por tudo…
      Como disse, a historia em si é perfeita, mas o final foi um desagrado total.

      • OBS: Fiquei com raiva sem conseguir tirar essa saga da cabeça por mais de duas semanas.
        Vai ver era esse o intuito da autora

      • Oi, Marco! Eu não gostei muito do final da segunda trilogia, mas ainda considero ambas excelentes. Mas certas coisas dão raiva mesmo. A Hobb parece adorar fazer os personagens só sofrer, meu deus, fica muito pesado as vezes… mesmo assim, fiquei tão envolvida com os personagens que a série se tornou uma das minhas preferidas!

        Obrigada pelo comentário! 🙂

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  7. Eu fiquei meio bad por nao explicar direito sobre os dragoes, fiquei com muita vontade de ler as outras historias do fitz mas o meu ingles nao ta tao avançado pra isso =\, adorei sua resenha^-^

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  11. Olá, acabei de descobrir seu blog e já to mega louca fuçando tudo por aqui! Hahaha
    Com certeza, é uma das triologias mais bem escritas que eu já li! Só que esse final me deixou desapontada… Apesar de muito bem explorado, o terceiro livro deixou vários buracos na história. Como eu não sabia que tinha continuação, fiquei umas boas 2 semanas naquela ressaca literária brava! Afinal, todo mundo fica meio destroçado! Fitz, Veracidade, Kettricken, Bronco, Bobo… ah, deu para entender. Xinguei a Robin Hobb até a última geração! Mas, já é tarde demais para se desculpar, Hobb… Agora que sei da existência da continuação, eu já te perdoei! Haha, realmente espero que os outros livros sejam lançados em português, meu coração já disparou quando vi as resenhas em inglês… Deu aqueeeeela coceira no dedo para clicar e ler todos os spoilers possíveis! Mas farei o possível para me segurar! Tenho muita coisa para ler no seu blog!! Beijinhos 🙂

    • Oi thaliny! Obrigada pelo comentário! São muitas pontas soltas mesmo, mas é bem legal quando vc começa a entender tudo… continue firme e evite spoilers hahah! Que bom que gostou do blog, espero que ache alguma outra coisa legal por aqui. Bjo!

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  18. oi! terminei o livro hoje e vim direto para o google até te achar! muito boa sua resenha, sempre tive várias das mesmas impressões que você haha uma coisa que fiquei em dúvida no final: o garoto que a Esporana leva para o Fitz, tem alguma chance de realmente ser filho dele???

    • Oi Fernando!! Adoro conversar sobre essa série, que bom que achou o post. E o garoto não é filho dele, não (mas – leve spoiler? – ainda está com ele no começo da próxima trilogia). Brigada pelo comentário!

      • nossa adorei a série!! ah ta, nossa, não conseguia ter certeza se era filho dele ou não, porque não lembrava de ele ter estado com outra mulher sem ser a esporana, mas vai saber ne! hahaha

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